domingo, 8 de outubro de 2017

Velório virtual... Ruth Escobar e sua família não tiveram o público merecido.

Mesmo com mobilidade reduzidíssima Emilio Fontana saiu de taxi na zona sul às 22h50 permanecendo no velório até as 3h00. Quando chegamos encontramos luzes, geradores, repórteres a postos esperando entusiasmados a classe artística. Quando subimos ao mezanino onde se encontrava o caixão nos deparamos com aproximadamente 20 pessoas (contando com familiares). A meia noite este público cai para aproximadamente uma dúzia de pessoas dentre elas: Emilio Fontana Crys Fontana, Sergio Mamberti, Imara Reis, Rosi Campos, Tuna Dwek, Janjão, Sartini, José Possi e outros gatos pingados... As luzes se apagaram as emissoras se foram... 3h00 Ruth ficou sozinha com os funcionários do teatro que leva o seu nome...
Conversando com funcionários do teatro. Disseram que realmente não houve público. Quantas pessoas empregadas em centenas de projetos? Quanta luta pela categoria! Quantos jantares com políticos (Fernando Henrique dentre outros).
Deprimente.... Não velamos mais nossos queridos.
Emilio Fontana me questionou: “ e no meu velório com será que vai ser? ”Não vem não” respondi.  Já não chega a batalha por alunos e projetos vou ter que pensar na produção do seu velório? Com a crise é bem capaz de conseguir alguns figurantes para fazer volume, pensei. Ou colocar uma câmera no caixão para velório em tempo real, pode ser uma saída. Mas será que teremos curtidas? Ou carinhas chorando? Sendo assim seria bem melhor encomendar uma assessoria de imprensa para programar um número não vexatório de curtidas.
A sociedade contemporânea tem se contentado a trocas de mensagens em redes sociais. Cadê o afeto, o abraço, o aplauso? “O resto é silencio...” Alguém foi ao enterro? A QUERIDA RUTH ESCOBAR teve pelo menos no enterro o “publico” merecido? Velório virtual... Ruth Escobar e sua família não tiveram o público merecido. (Desabafo de Emilio Fontana Crys Fontana)


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